Na manhã desta sexta-feira (15), Nelson Teich pediu exoneração do cargo de ministro da Saúde, depois de ter permanecido por quase um mês no comando da pasta. Antes disso, Nelson Teich substituiu o antigo ministro, Luiz Henrique Mandetta, por uma decisão do presidente, Jair Bolsonaro, em manter alguém que fosse mais alinhado ao pensamento do Governo Federal em meio a pandemia do coronavírus no Brasil. Nelson Teich convocou a imprensa para explicar sua saída e disse que fez o melhor que podia. 


“A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair. Digo a vocês que eu dei o melhor de mim nesse período em que estive aqui. Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como esse, durante um período tão difícil. Mas o mais importante de tudo isso é o seguinte, e quero explicar isso para vocês, eu não aceitei o convite pelo cargo, eu aceitei porque eu achava que poderia ajudar o Brasil e ajudar as pessoas.”


Durante sua atuação frente ao Ministério da Saúde, Nelson Teich manteve o foco de suas ações baseado na ciência e na relação com todas as esferas de governo. 


“A missão da saúde é tripartite. Então a gente envolve Ministério da Saúde, o Conass, o Conasems e os secretários estaduais e municipais. E o Ministério da Saúde vê isso como algo absolutamente verdadeiro e essencial para conduzir a saúde desse país, tanto na parte estratégica quanto na parte de execução. E aqui eu agradeço aos profissionais de saúde, mais uma vez. Quando você vai na ponta, que você vê o que é o dia a dia dessas pessoas. E você se impressiona com a dedicação dessas pessoas, que correm riscos o tempo todo e do lado dos pacientes. Isso é realmente espetacular.”
 
Nelson Teich é formado em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e com doutorado em Ciências e Economia da Saúde pela Universidade de York, no Reino Unido. O Governo Federal ainda não tem um nome para assumir o Ministério da Saúde, que ainda será indicado pelo presidente da República.


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