Tema em discussão dentro da ala política do Planalto mira no aumento da popularidade do presidente entre as camadas mais pobres da população

Alguns integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro começaram a defender a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600, inicialmente previsto para durar três meses.

A medida, segundo fontes do Planalto, mira no aumento da popularidade de Bolsonaro entre as camadas mais pobres da população.


Apesar do apoio de aliados mais próximos, a equipe econômica resiste a ideia. Com as contas públicas no vermelho, a avaliação é de que seriam necessários recursos equivalentes a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País — para ampliar a ajuda por mais meses.


Nesta terça-feira (19), o secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, Mansueto Almeida, afirmou que o pagamento do auxílio por três meses já custou o equivalente a 2% do PIB e pode onerar as contas do governo caso for prorrogado.


 A discussão em torno da ampliação do auxílio emergencial pode ser o novo campo de batalha entre a ala política do governo e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que reclama de ter que desarmar uma bomba fiscal por semana.